domingo, 9 de março de 2014

Conto: Assassina de Aluguel - Parte 2

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Ela entrou no carro com o envelope ainda fechado e se acomodou. O corpo do rapaz que havia trazido não estava mais lá. Com uma das unhas cortou a parte superior do envelope de fora a fora, tirou uns papeis que continham o endereço e dados pessoais, uma chave que colocou no bolso e uma foto. A futura falecida era muito bonita, tinha 30 anos, mas aparentava 25, negra, boca bem torneada, olhos vibrantes.

A loira jogou os papeis com a foto no banco do passageiro, aquela mulher lhe dava arrepios. Ligou o carro e foi até endereço do envelope.
***

Jasmine desbloqueou o celular era uma e meia da madrugada. Realmente a morena se escondia, mas nem aqui nesse fim de mundo ela poderia escapar do seu destino. Sua morte. Hoje ela iria encontrar-se com um demônio de saia.

Ela saiu do carro e correu em direção a casa numa velocidade incrível, invisível a olhos humanos. Tudo estava trancado, exatamente como esperava, tirou a chave do bolso e abriu a porta. Escuridão. Acendeu seus olhos vermelhos e correu-os pelo cômodo. Vazio. Olhou o restante da velha casa sem nada encontrar e se dirigiu à única porta que estava fechada. Seus passos não faziam nenhum barulho, era como se ela estivesse flutuando. Girou a maçaneta. Trec. Trancada. Deu dois passos para traz e chutou a porta fazendo-a abrir e bater com força na parede.

Jasmine arregalou os olhos, não via ninguém, outro cômodo vazio. Ela entrou no quarto. A janela estava fechada não tinha como alguém ter saído de lá sem que ela visse. A cama estava arrumada. Virou à esquerda e abriu o guarda roupa. Nada além de roupas velhas e sapatos sujos, estava fechando a porta quando teve a impressão de ver algo, afastou as roupas que estavam no cabide e viu claramente, uma porta escondida. Abriu-a. Escadas. Provavelmente levariam ao sótão.

Subiu, sem pressa, ainda tinha mais de 25 minutos para matar a infeliz.

***

Nadira ouviu a porta do quarto abaixo abrindo, seja lá quem fosse não sairia dali vivo. Fez os olhos negros brilharem vermelhos, escalou a parede e fincou suas unhas no teto.

Ela aguçou os ouvidos, mas não ouvia passos, isso era estranho. Sabia que tinha alguém na casa, sentia o cheiro. Aquele maldito devia ter mandado uma pessoa muito boa, mas era de se esperar vindo dele.

Não demorou muito até que Nadira visse um par de olhos vermelhos subindo as escadas, e chegando ao sótão. 

Vampiro. 

Fazia muito tempo que não via outros de sua espécie. Hoje a noite iria ser bem agitada.


Jasmine chegou ao sótão. Sentia o cheiro de outra pessoa, outro ser, mas não via nem ouvia nada.

__Isso vai ser mais divertido do que eu esperava... – sussurrou para si mesma.

Varreu o cômodo com seus olhos vermelhos. A adrenalina corria por suas veias mortas. Será que ele tinha se enganado e dado a ela o endereço errado? Impossível. Ele nunca errava.

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